Essa é minha casa! E sua também.

Comente que eu fico contente

5 de maio de 2011

E mAis Um TeXtO aNTiGo...




Pessoas! Isso é só pra dizer o quanto eu estou feliz E SEM PALAVRAS! Bom, pelo menos eu posso recorrer às antigas... é exatamente o que eu queria dizer.
Um beijo grandão pra você, do tamanho do meu sorriso.
:D

15 de abril de 2011

DiVeRsIdAdE & cOeXiStÊnCiA

  
O que para mim é óbvio, ridículo de tão coerente, para você talvez não faça o menor sentido. O motivo, quem sabe, pode ser a remota hipótese de que sejamos pessoas completamente diferentes e, por isso, só por isso temos pensamentos bem distintos acerca de tudo. Logo, não enxergamos as coisas da mesma maneira.

Detalhe: isso não nos torna inimigos.
Nem correligionários, claro.

No início é assim mesmo, parece complexo, difícil de aceitar, mas aos poucos a gente percebe que a coisa é tão simples quanto regra de três. Por maiores que sejam as similaridades, afinidades ou quaisquer interesses em comum, afirmo com todas as letras: nada, nenhuma paixonite aguda nesse mundo nos faria exatamente iguais a alguém. Ao contrário, são grandezas inversamente proporcionais: quanto menor a distância entre duas ou mais pessoas, maior a chance de encontrar incompatibilidades porque, em algum momento, as diferenças (tão necessárias) vêm à tona e o que existiu antes delas, na verdade não foi o que se pode chamar de vida real. É aquela velha história... “de perto ninguém é perfeito”, lembra? Além disso, eu já falei outro dia sobre o zoom... portanto, o episódio é este: se você não percebeu os “defeitos”, é porque não aproximou o suficiente. É meio básico. Vamos, não tem por que dificultar as coisas.

Partilhar os mesmos critérios e coincidir opiniões faz da convivência algo bom, porque gera proximidade, aceitação e confiança recíprocas, etc e tal. A vida em sociedade nos torna - ao mesmo tempo - agentes e pacientes, que invariavelmente causam e sofrem influência. Porém, enquanto indivíduos, apesar de toda mutualidade, nunca deixaremos de ser quem somos na essência. Parecidos? Talvez. Iguais? Nunca. As divergências são fruto do comportamento autêntico, da veracidade de quem defende o seu ponto de vista; nada tendo a ver com intransigência. Como seres inteligentes(?), temos de admitir que em toda e qualquer esfera de relacionamentos haverá discordâncias - e isso é lindo, cara. Afinal de contas, são as contrariedades que nutrem a convivência e trazem a verdade sobre quem nós somos e com quem lidamos; cabe a nós educação, MATURIDADE e respeito necessários para lidar com o outro em seus posicionamentos, sem que antes tenhamos de catequizá-lo. E quer saber o que eu acho? Tem muita gente por aí se gabando de semelhanças que, sinceramente, não passam de efêmeras superficialidades. Por falar em semelhanças, no dia que inventaram o óbvio afirmaram que éramos todos iguais, que tínhamos todos as mesmas convicções; sancionaram uma lei proibindo a diversidade de pensamentos e ideias. Desde então, fomos paulatinamente nos esquecendo da necessidade de traduzir nossos pensamentos, como se qualquer sinal de clareza fosse um pecado digno da mais severa punição. Acho que jamais devemos esperar que o outro diga o que estamos pensando, o contrário também não. Tão complicado quanto útil, e vice-versa. Se bem que a complexidade está nas nossas fórmulas, nos nossos métodos equivocados, e não nas situações propriamente. Ou seja, a gente cria os problemas.

Partindo da premissa que somos todos diferentes -- o que não deveria ser nenhuma anormalidade -- é fácil entender que nossas obviedades pertencem única e exclusivamente a nós, a mais ninguém. Por isso, agir naturalmente, sobretudo com sinceridade, externando os pensamentos com transparência, sem todo aquele rodeio desnecessário ou meias palavras, libertos do comportamento estereotipado é o que a vida nos sugere. Olha, eu tento. Juro. Agora, se os outros deturpam, concordam ou ao menos entendem... ah, isso é uma outra história que - me desculpe! - não depende de mim.

Calma. Não se assuste, tem coisas que passam pela minha cabeça e eu não faço ideia de como vêm parar aqui. De qualquer forma, eu não estou de mal com você. Aliás, eu nem devo ser levado tão a sério.

É isso.
Boa noite.
:P

8 de abril de 2011

iNeXpLiCáVeL (...)

 
O mal existe. Ele não tem limites nem pudores. E a busca incessante por explicações que justifiquem toda crueldade manifesta mundo afora (e dentro da nossa casa) é fruto da nossa impotência e indignação diante dos fatos. Desesperados, nos apressamos para sentenciar como quem tem a justiça nas próprias mãos. Falamos o que vem à mente e cometemos erros estúpidos por conta da precipitação. Um psicopata não se cria nem se "explica" da noite para o dia. “Qual o motivo para tamanha barbárie? O que leva uma pessoa a esse extremo?” Perguntas como essas ecoam dentro de nós. "Vítima do famoso bullying", "religioso fanático", "monstro", "assassino", "frio e calculista" são predicados que não passam sequer perto do que, apropriadamente, possa definir a mente paranóica desse rapaz. Nós -- meros observadores curiosos, compradores de jornal -- não podemos nem devemos fazer justiça com as próprias mãos, e tudo que temos como ferramenta de desabafo é o furor das nossas hipóteses, que não levam a lugar nenhum. Uma coisa é certa: precisamos, antes de tudo, admitir que um “Wellingtom” não faz e nunca fará sentido. Esse... esse indivíduo que chocou o país não cabe nas nossas teorias. Sim, podemos dissecá-lo, revirá-lo de dentro para fora, e qualquer laudo pericial que apresentemos demonstrará mais do nosso próprio ódio travestido de psicologia forense, e menos de quem esse cara realmente possa ter sido ou sofrido antes de chegar a tal ponto...

Neste cenário absurdo, vemos crianças que tiveram suas vidas brutalmente interrompidas. Como estará o coração desses pais, irmãos e familiares? Os sobreviventes, alunos e professores, como superarão o trauma vivido? É muito triste...

Que Deus console essas famílias e nos proteja.

30 de março de 2011

SeM aSsUnTo...

 
 

--> (textos de 02/2010)






Não entendo como uma ótima notícia pode, ao mesmo tempo, ser a pior de todas.
Hoje eu não to legal.

28 de março de 2011

PoSt ChAtO

 
. Tem coisas que a gente não escolhe, vêm de presente no DNA. E não é apenas o tipo do cabelo ou a cor dos olhos, porque esse papo de herança genética pode ir mais longe do a gente pensa. Eu tenho certeza de que minha loquacidade (ui, rebusquei!) é coisa dos ancestrais. Mas é claro que tudo só acontece assim, naturalmente, com a ajuda de argumentos que eu não faço idéia de onde vêm. O que sei é que eles aparecem na hora certa e já me livraram em situações diversas; do pré-escolar à semana passada. Assim, eu, vendedor que sou, passo facilmente por intelectual/sabe tudo/estudioso-que-fala-bem, sabendo muito menos do que você imagina. Na verdade, parte do show não passa de um tagarela que aprendeu a persuadir, não se deixe enganar. Outra característica dessa pessoa que vos fala é a curiosidade. Pra você ter uma idéia, eu sou do tipo que lê coisas tão estranhas quanto bula de remédios que eu não tomo, rótulos de produtos diversos, composição química, etc. Aliás, tudo que eu leio é por pura bisbilhotice, e não porque gosto de estudar. Pra reunir informação ainda não inventaram nada melhor que leitura.

. Aprender e esquecer sempre foram coisas muito fáceis pra mim, eu diria instantâneas, principalmente quando se trata de datas. Numa discussão, por exemplo, eu nem sempre me lembro de “quem”, “onde” e o “porquê”, mas o maldito “quando” é sempre um problema, afinal eu tenho os álibis e os argumentos, mas nunca as provas. Funciona assim: meu cérebro ao avesso tem uma pasta onde eu armazeno em tempo recorde tudo que preciso (ou que eu acho que preciso), mas essa pasta é temporária e, por isso a minha amnésia. Então a gente aprende e reaprende conforme a necessidade. Ou não. Meu maior desacerto é ser adaptável, do verbo: talentoso quando quero impressionar a plateia, mas especialista em coisa nenhuma. E no frigir dos ovos, isso é um ponto nevrálgico da minha vida profissional. Em pensar que as pessoas juram que eu sou analista... não sabem o risco que estão correndo ao me pedirem conselho, hahaha! Outro fato é que eu nunca me dei bem com as exatas. Isso porque eu divago o bastante pra encontrar duas respostas certas em situações que só admitem uma única conclusão. Meu raciocínio é tão lógico, mas tão lógico que nem a matemática entende, entendeu?

. Estou trabalhando num lugar onde o meu cargo é o que eu poderia chamar de... hmmm... “o cocô do cavalo do bandido anônimo, que morreu na primeira cena do filme”. Ta bom, cara pálida, isso foi péssimo mas, ilustrando fica fácil de entender. Não é inédito o fato de que no mundo profissional alguém seja valorizado conforme o que faz ou por quanto ganha, mesmo que esse alguém seja uma ameba dentro de um terno italiano. Sua função é que determina a sua capacidade, seu cargo determina seu prestígio, e seu “carisma” determina... deixa pra lá. Mas isso nunca foi legítimo, pois há muitas pessoas extremamente capazes que não tiveram algumas oportunidades de ouro ou certos privilégios. O que não significa, é claro, que os que ascenderam economicamente são preguiçosos com sorte na vida. Relaxa, aqui não há espaço pra generalizações idiotas. Conheço/trabalho/trabalhei com muita gente cujo sobrenome é competência; alguns, até hoje, não têm o valor que merecem. Adoraria, me faz muita falta, mas ainda não tenho nível superior - um termo que, aliás, funciona muito diferente no meu conceito. É melhor que eu não explique, não hoje. Ando preocupado com a vida profissional, e muito me aborrece ver os pseudo-intelecto-profissionais (sim, eles existem - aos montes.) ostentando um título que na prática não lhes cabe.

. Você pode achar uma estupidez da minha parte, mas outro troço que não entra na minha cabeça é essa história de Processo “Seletivo” Público: esses meios de arrecadação do tipo ENEM, vestibular, concurso público, CADASTRO DE RESERVA hahaha, etc... é a mentira mais eficiente adotada por um país subdesenvolvido por natureza pra conter a explosão demográfica no mercado de trabalho: Muita gente X Pouca vaga = Uma malha fina com nome bonitinho. Provas que não selecionam coisa nenhuma ou medem o verdadeiro potencial de alguém, mas servem muito bem pra encher os cofres públicos, que não patrocinam a educação para o desenvolvimento social e econômico do país, viu como é fácil? Me dá coceira todas as vezes que eu ouço falar sobre cotas pra negros e carentes. O problema está nas bases se é que existem da educação, e não na etnia de alguém. Bom, e carência é um outro assunto que, desculpe, não se resolve através de cotas e meros paliativos... mas a responsabilidade, lógico, é dos desinteressados que foram submetidos a um ensino médio sofrível, por isso não estão aptos a uma vaga na Universidade Federal e, blablablá... ah, vai ver se eu to na esquina! Por essa razão, eu admiro quem apesar das dificuldades conseguiu -- um pouco mais tarde, fato -- chegar lá. Mas também não saio por aí pondo uma faca no pescoço do mundo, apedrejando gratuitamente os que nasceram em condições favoráveis e puderam dedicar-se aos estudos sem a obrigação simultânea de pagar as contas e manter a despensa cheia. Não é feio morar bem, comer bem e vestir bem. Ter dinheiro não é e nunca foi pecado. Só que nem todos que vieram de condições precárias são, necessariamente, indigentes sem perfil profissional. Bem, é isso. Não é difícil, não é complicado. Eu acho até que a coisa pode funcionar direito, mas está mal organizada, entende?

. Em função de planos pro futuro estou em busca de um emprego que me remunere decentemente, mas eu descobri que não tenho talento pra correr atrás de dinheiro, não acho que seja por aí. Dinheiro é bom pra ser usado, e não o contrário. O que importa é fazer o que gosto e ter prazer no que faço. Isso, sim, não tem preço. Por outro lado, um bom salário me traria as oportunidades de que preciso pra chegar aonde quero. Já ouvi de tudo: "você é psicólogo? publicitário?" Piores que as perguntas, são as minhas respostas. Falta de patrocínio é um pobrema! Infelizmente, no mundo dos negócios, quando não se é o sobrinho querido do diretor ou a ficante boazuda do superintendente, o canudinho recheado com diploma é a maneira certa de mostrar a que viemos e mudar o quadro. Não adianta procrastinar. Então, mãos a obra! Do contrário, é contar com os subempregos que estão à disposição. Apesar da revolta, eu to tentando. Mesmo que a duras penas as coisas vão acontecer, porque fácil nunca foi mesmo. A esperança tem mais vidas do que gato. Então, é uma questão de tempo, eu sei... é que a paciência nunca foi meu forte.

Gente, como fala essa pessoa!
Pra quem dorme, boa noite.


14 de março de 2011

PeRpLeXiDaDe

 
Hipócritas. Sim, somos todos hipócritas fazendo tipo, e a todo o momento tentamos nos convencer do contrário. Descarados, cobiçamos e praticamos o objeto da nossa censura. “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”. Vivemos num emaranhado de mentiras mal contadas por nós mesmos pra consolidar a nossa falta de vergonha e impressionar o nosso ego que, vaidoso, tem medo de encarar uma sentença: que somos todos hipócritas. Esse teatrinho barato... essa mania de superioridade que não engana a mais ninguém, que não leva a lugar algum -- exatamente isso: a lugar algum -- ao contrário, engessa, paralisa, embrutece. Esse olhar altivo - a maior das misérias humanas, essa arrogância saindo pelos poros... a prepotência que não nos livra das perdas porque, elas, sim, nos mostram o quanto somos humanos: pequenos, frágeis e impotentes face às intempéries da vida. Precisamos de ajuda! Quando a dor e o desespero são maiores que tudo, não nos lembramos de quem somos na hierarquia. É o momento em que não há chefes ou subalternos, e os títulos de nada valem; somos apenas mais um grito implorando socorro, carentes precisando de ombro. As ondas vêm e desfazem a imponência dos nossos castelos de areia. A paisagem se transforma: suntuosidade e beleza dão lugar à destruição. Onde estará o orgulho, senão entre os escombros? Tenho muitas perguntas e poucas respostas. Quem somos nós, afinal? No que temos nos tornado? Eu não sei o que será do amanhã, mas o presente tem nome e se chama perplexidade.

Sem mais,
Boa noite.

4 de fevereiro de 2011

De QuEm É a CuLpA???

É engraçado, mas nem tanto, como não percebemos que algumas situações só são “resolvidas” de um modo bem rudimentar, que é achando o culpado - como brincadeira de criança, sabe? A coisa virou moda, e lá vai o bode expiatório atravessando gerações, mas... e quando a culpa não é de ninguém, ou melhor, de todo mundo? Calma, tem explicação. A capacidade do cérebro humano é incrível, e mesmo sem a consciência imediata já nascemos sabendo várias coisas que só se manifestam através da convivência. Uma delas é tão instintiva quanto o desejo sexual: a nobre mania de culpar o outro, o que você pode até chamar de autodefesa. Bom, eu acho do fundo do meu sincero coração que a gente nasce irresponsável, mas com grandes chances de adquirir responsabilidade. Ou não. Olha como é fácil:
Ninguém assume voluntariamente a paternidade do filho feio, e sabe o porquê? A síndrome do “não fui eu” se perpetua com facilidade até os dias de hoje e a história começou há muitos e muitos anos, num belo dia ensolarado à sombra duma árvore frondosa... ah, o cenário perfeito! Havia um casal, um imenso jardim à disposição, UMA árvore proibida e uma cobra. Depois de muito não ter o que fazer - há controvérsias - a mulher foi passear... Durante o passeio no meio do jardim, lá pelas bandas da árvore proibida ela conheceu uma cobra, aquela. As duas conversaram: “...mas que mal poderia me fazer uma cobrinha tão inteligente? a árvore é sedutora, o fruto é belíssimo, não é possível que... não, não pode ser... acho que vou experimentar.” Logo depois do papo, convicta de ter feito um ótimo negócio - leia-se, um fruto que é igual a conhecimento do bem e do mal -, me aparece a mulher comendo uma maçã, uva, morango (eu continuo achando que era uma jaca), não importa; era o fruto proibido! O fato é que ela comeu e ofereceu pro homem que, óbvio, comeu também. Quando inquirido, ele implicitamente culpou o Dono do jardim e a mulher dada por Ele. Ela, por sua vez, culpou a simpática cobra boa lábia e... nunca mais parou. O olho maior que a barriga foi tão grave quanto o jogo de empurra que veio depois. Moral da história: Nem jardim nem árvore, ficaram todos a pé. Em caso de dúvidas consulte a Bíblia no Livro do Gênesis, a partir do capítulo 2. Ou, se preferir, pode me queimar na fogueira da santa inquisição.

Aos filhos de Adão, um bom fim de semana.

20 de janeiro de 2011

DiA aPóS DiA...

  
Antes de qualquer coisa devo dizer que não sou a vítima. Também não sou o algoz. Nem anjo nem demônio... não sou covarde, tampouco o grande herói - muito menos inocente diante dos fatos. Há situações que me afrontam, outras apenas incomodam; são ambas passageiras... e, entre afrontas e incômodos só me faz mal o que eu mesmo permito quando baixo a guarda e me mostro vulnerável. Em suma, viver é aprender o tempo todo, porque, de uma maneira ou de outra a vida sempre tem a ensinar. Observo, analiso, sempre que possível mantenho a calma e percebo o quanto é simples, que na verdade é tudo tão básico: é preciso menos teorias e mais atitudes, um compromisso incondicional com o bem, dar e receber entendendo que tudo o que faço volta pra mim - talvez não da maneira que eu penso ou queira, mas volta. No fundo acho que serenidade é isso: é, apesar de tudo, ter a consciência de que a vida não se preocupará em seguir minhas equações, cartilhas ou filosofias. Acho que se resume em saber que mesmo conseguindo praticar o bem sem olhar a quem, ou ainda que eu possa carregar dentro do peito todo o altruísmo do mundo, em algum momento serei caluniado, sofrerei injúrias e agravos. Mesmo movido pelas melhores intenções estarei propenso a grandes erros. E ainda que certo eu esteja, precisarei calar... esperar que o tempo fale por mim e diga apenas e tão somente o necessário. Mesmo prudentemente posso perder o chão e me acidentar em curvas inesperadas, pois o caminho é repleto delas. Gostaria de não ter pressa, tanta euforia, tanta ansiedade pelo que não aconteceu. Não quero superpoderes; nada além do que me cabe. Prezo os meus valores e estimo a liberdade, portanto o que é oriundo de conchavos não me faz a menor falta. Eu não nasci para ser refém. Não desejo um crescimento irresponsável sem alicerces, que me faça ruir antes mesmo de começar. Eu quero é manter meu sono tranquilo, ter paz ao acordar e agradecer pela vida que eu tenho, pela vida que eu construí. Se fracassar, que seja com a dignidade de quem tentou. Quero humildade pra lidar com o sucesso, aprender a sufocar as extravagâncias (porque, sim, elas existem), dominar as vaidades que não me deixam olhar além do umbigo e permitir que a experiência me aprofunde as raízes... é o que eu anseio pro agora e pro depois, para ser forte, maduro e indubitavelmente mais humano. Esse é o meu pedido, a minha oração.

Que assim seja.
Boa noite.

4 de janeiro de 2011

AnO nOvO



29 de dezembro de 2010

BaLaNçO

 
É... mais um ano. Um que termina, outro que começa. Muita coisa aconteceu em 2010, há várias versões de um mesmo ano e todo mundo tem a sua pra contar. Tem gente que fez dieta, começou a malhar e emagreceu. Já outros engordaram e não sabem como. Tem gente que casou, e outros deram fim a relacionamentos improdutivos exorcizando seus demônios. Há os que fizeram acontecer, e também aqueles que empurraram trezentos e tantos dias com a barriga e agora estão com um final de dezembro cheio de culpas, remorsos e pendências. O pensamento provisório ou definitivo motiva pessoas a mudarem por dentro ou por fora, a trocarem de roupa ou de comportamento. É certo que todo tempo e em toda parte houve motivos diversos pra que cada um escrevesse a sua própria história. Como sempre, todos tivemos oportunidades e, sabiamente ou não, fizemos nossas escolhas. Foi um ano atípico porque, fácil ou difícil é uma questão de disposição mental acerca dos acontecimentos. Então, posso dizer que o meu ano foi... intenso, essa é a palavra. Por vezes, me senti no olho do furacão - de onde ninguém sai ileso - e tudo que me aconteceu, todas as decisões, as coisas boas ou ruins que eu tenha feito foram responsáveis pelos meus sorrisos escancarados ou lágrimas solitárias dentro dessa mesma atmosfera: intensa e impetuosa. E acredite, eu prefiro assim. Temperatura é assunto sério: às vezes o morno pode mascarar o melhor dos sabores e mesmo o que é bom pode ficar meia boca. É quente ou frio, pra saborear até a última gota ou nem chegar perto. Isso serve pro café e pra vida . Por alguma razão eu gosto e acho necessário à sobrevivência os momentos em que não se pode apelar pro talvez, que não se pode oscilar entre o sim e o não; momentos onde decidir e não mais adiar é a maior urgência de todas. Esse é o combustível da vida e, deixa eu te falar, o bom andamento das coisas depende disso. Minhas experiências neste ano foram incríveis, portanto valorizo cada pedaço desse mosaico que hoje me traz à memória um ano especial: pelas lutas que me fizeram vitorioso, circunstâncias onde pude repensar valores, rever conceitos e lapidar o caráter, pelos desafios que me deram a chance de ir mais longe e conhecer outros cenários, surpresas trazidas pelo vento, grandes descobertas, e até notícias de última hora, pela fé que me move e me trouxe até aqui, enfim, pela vida que eu tive, que eu tenho e a que eu quero ter. A nós, um 2011 maravilhoso!

Saúde e Paz!

23 de dezembro de 2010

pApAi nOeL, Eu TaMbÉm QuErO!

   
Não é novidade o fato de que os parlamentares legislam em causa própria. Ah, você não sabia? Ta brincando? E há poucos dias foi decidido (eles decidiram) que seus salários defasados seriam reajustados com um aumento de 61,8% para a correção de seus vencimentos, uma vez que não eram aumentados desde 2007; justiça seja feita. Os ganhos de Presidente da República também sofreram um aumento razoável: só 133%. O governador do Rio não teve a mesma sorte, coitado, conseguiu apenas 20%: de R$ 13,4 mil passará a receber apenas e tão somente 17,2 mil mensais. Pior ainda é a situação dos secretários e a do vice-governador, que hoje recebem R$ 10 mil, pois ganharão R$ 12,9 mil a partir de agora. E pra quem achava que aquele candidato... aquele que recebeu mais de um milhão de votos, lembra? Como é mesmo o nome...? É um senhor cujo nome verdadeiro eu não sei, mas que atende por Tiririca, enfim, pros que achavam que ele não passava de um humorista falido... agora, nem tanto.


Boa noite.

8 de dezembro de 2010

BoOm!!!


Eles chegaram! Shhhh... apaguem as luzes, falem baixo e não façam movimentos bruscos. Minha nossa, eles estão por toda parte! Eu não. Maluco é a sua... deixa pra lá. E olha só, você pode duvidar o quanto quiser, mas eles podem estar te vigiando nesse exato momento. Vai pagar pra ver ou acompanhar meu raciocínio? Se não pelo ar, qual o outro grande veículo usado para uma contaminação em massa? Errou quem respondeu o metrô. Eu não sei não, mas eu acho que eles puseram alguma substância imperceptível na água. A coisa não é letal, não no início, mas com certeza é indestrutível: do tipo que vai pra corrente sanguínea, se hospeda nas células, fica invisível ao sistema imunológico, se prolifera exponencialmente e, em fração de segundos compromete todo o sistema nervoso central. Por que é que você acha que as pessoas, repentinamente, têm aqueles comportamentos estranhos e depois agem como se nada tivesse acontecido? Porque ta todo mundo surtando, oras! O mundo está completamente maluco, maluco e bipolar! O Homo Sapiens perdeu a noção. E quer saber? Não adianta instalar UPP’s. Não adianta despoluir a Baía de Guanabara, nem combater a caça predatória às foquinhas indefesas do Ártico. Não vai adiantar demitir o Faustão, ressuscitar a madre Tereza de Calcutá, alfabetizar o Lula, aumentar o salário mínimo pra seiscentos reais, nem legalizar a maconha. Nada, nada mesmo. A coisa perdeu o freio ladeira abaixo, minha gente, e está tão desgovernada que a solução é mais simples do se imagina: a Coréia do Norte deveria se juntar com o Irã pra enriquecer tudo que é Urânio e explodir a outra Coréia, que - óbvio - descontaria tudo na China, que sem dúvida ficaria muito brava e... pronto! Temos uma Guerra Nuclear com kamikazes, bombas, terroristas, e radiação suficientes pra incinerar a vida na Terra de modo que não sobraria uma única barata assanhadinha pra contar a história... e quem sabe depois, mas muuuuito depois de uma outra era glacial a coisa volte pros eixos. Ou não.

Boa noite.
shhhh... eles podem ouvir.

1 de dezembro de 2010

PaLaVrAs, ApEnAs PaLaVrAs


Tento nem sempre consigo, desejo nem sempre realizo; coisas da vida. Mesmo que, por vezes, eu esteja cercado de metas não alcançadas, de uma coisa eu tenho certeza: que as velhas questões sempre vão para o sótão empoeirado onde eu guardo minhas pendências sem importância, e dão lugar às novas expectativas e ideais; porque essas, sim, me motivam. De onde estou posso ver o quanto já me distanciei de onde saí, mas também o quanto ainda falta pra chegar lá. A propósito, lá é onde eu quero e preciso estar. Mas aqui estou com meus pensamentos especulando qual exatamente seria a distância já percorrida desde aquele início... Não sei a resposta, mas prossigo. E muitos, como se soubessem aonde iam, apressados passaram por mim e desapareceram no horizonte... e, com um pedido de carona no olhar, outros à beira da estrada permaneceram. Mantenho o rumo. A cada passo eu me coloco entre o não desbravado e o que já passou há tempo. Durante a caminhada, por um breve instante fecho os olhos, me concentro, encho de ar os pulmões e experimento a dubiedade daquela velha sensação: agradeço por ter avançado, lamentando não ter chegado. Estranhamente, os sentimentos se fundem dando origem aos meus dilemas. Acredito que a plenitude existe, mas não pra quem sonha - quem sabe o contentamento... estar completo, saciado, é, no mínimo, difícil pra quem quer e pode ir além. Então é isso. A ordem é manter o foco, continuar a despeito da distância e encontrar no caminho a verdadeira recompensa, pois a chegada é a grande incerteza que nos consome: é o futuro que não nos pertence e que não está ao alcance das mãos.

E eu ando assim, meio barro meio tijolo... mas caminhando pra tijolo, lógico!

Buenas.

8 de novembro de 2010

SoBrE a ALmA dO nEgÓcIo...


Quem foi mesmo quem disse que aparência não é tudo? Provavelmente, quem quer que tenha sido não foi o mesmo autor de “a propaganda é a alma do negócio”, ou seria o segredo a alma do negócio? Bom, não importa. Seja lá quem for, com certeza não tinha a menor noção do que o marketing é capaz. Deixa eu te contar um segredo: de perto, ninguém é perfeito. Não, nem a Angelina Jolie. Ninguém! Ninguém mesmo. Pro caso de você discordar, há duas hipóteses: 1. sua lente não é adequada. 2. você não aproximou o suficiente, ou seja, o zoom está abaixo dos 50%. De qualquer forma, é melhor conferir... É impressionante o modo como qualquer marketeiro de quinta, com uma ceninha bem arranjada e um roteiro melodramático pode promover a criatura mais patética do planeta ao pedestal de celebridade da noite pro dia. Isto é, a verdade sobre os fatos é uma questão de imagem, e de como essa mesma imagem será vendida e aceita. Porque, veja só, numa época em que a embalagem determina a qualidade do conteúdo é muito prático sustentar um “faz de conta” e parecer qualquer coisa que agrade a maioria, não? Afinal de contas ninguém está tão preocupado em olhar de perto. “...entender? entender pra quê? eu quero é dizer amém depois do discurso e não me faça pergunta difícil!...” Quem determina a força e o grau de crescimento de um nicho de mercado são os seus consumidores. Portanto, elementar, meu caro: enquanto há consumo, há lucro. E em time que está ganhando não se mexe, verdade mega-master. O que menos importa, agora, são os meios ou os valores de que se tem de abrir mão - coisa não muito rara nos tempos hodiernos... -, pois o segredo consiste em satisfazer a massa custe o que custar, e é sempre um bom negócio agradar a gregos e baianos, porque isso sim dá ibope. Quem não agrada, não arrecada! Massagem no ego é tudo. E a gente paga pelo entretenimento, oras! Então é isso, Pessoal. É a festa na roça e o mundo se acabando! Pão e Circo pra geral! Só que agora sem gladiadores, leões, cristãos e com um cenário, digamos, um pouco mais... muderno. Está claro que os tempos são outros. E hoje temos direito a picadeiro televisivo: a saber, A Propaganda Eleitoral “Gratuita” apresentada por milhões de partidos onde figuram bilhões de candidatos acéfalos, que variam de pastores e humoristas falidos a ex-jogadores de futebol e mulheres-fruta. Só não me pergunte qual a diferença, são muitos predicados, fica difícil... Comparecemos às urnas - sem o título de eleitor, claro, porque no Brasil você precisa do título pra quase tudo, menos pra votar, não é incrível?! E num ato de extrema democracia fomos educadamente coagidos a apertar aquele maldito botãozinho verde sob a ameaça de bloquearem a nossa vida civil caso não o fizéssemos. Resultado: Mônica, digo, Dilma-topetuda-Rousseff e seu vestido vermelho no poder, e... que venham os próximos quatros anos! Não que uma coisa tenha a ver com outra, imagina, isso é coisa da sua cabeça.


Boa noite.

21 de outubro de 2010

TeMpO aO tEmPo...


A convivência é algo incrível! Através dela conquistei o que tenho de mais valioso porque completa o sentido da minha existência. Mas, de modo geral, já me trouxe problemas. Muitos, pra ser sincero. Os maiores foram necessariamente por causa de pessoas que não souberam usá-la ou achavam que sabiam. Ainda assim a gente amadurece, fica esperto, aprende que “o que não mata, fortalece” e blábláblá... Estamos carecas de saber que o propulsor que nos aproxima uns dos outros e nos torna “seres sociais” - mas nunca tão sociáveis, claro - é isso que chamamos de convivência; é onde aprendemos as referências comportamentais, adquirimos e também transferimos a nossa bagagem intelectual, enfim. Essa é a dinâmica que eu acho incrível, e tudo isso seria bonitinho não fossem alguns acidentes de percurso. Nunca houve um tempo em que o falso moralismo na cabeça dos “certinhos” tenha causado tantos danos quanto agora. Ta assim de gente por aí pregando meias-verdades nas quais nem os próprios acreditam. Nunca foi preciso tanto cuidado para lidar com o “Homo sapiens” quanto hoje. Aos incautos, o Ministério da Saúde adverte: é mais seguro nadar com tubarões brancos famintos...

A dificuldade de encontrar amigos é quase a mesma de encontrar a tal agulha no palheiro, lembra? E quando digo amigos, não me refiro a essa coisa disforme e interesseira que hoje chamam de amizade porque, aliás, eu ainda acredito que essa palavra guarda um significado muito nobre e, portanto, não pode ser atribuída a qualquer tipo de relacionamento sem profundidade; profundidade: outra palavra que no meu dicionário tem um significado muito peculiar e não se aplica ao que eu tenho visto. É fato que talvez você não concorde porque... bom, esquece. De qualquer forma, posso garantir que você assim como eu, em algum momento dessa vida tenha sido vítima da convivência; a não ser que você seja um daqueles náufragos que tenha ido parar numa ilha deserta e more sozinho, eternamente lost no lugar mais remoto desse imenso planeta. Não sou a perfeição em carne e osso (atualmente, mais carne do que osso) e, claro, não poucas vezes fui eu o agente. E talvez você já o tenha sido também porque, convenhamos, ferir pessoas - principalmente as melindrosas - não é nada tão impossível quanto desapontar seu cachorro, eu sei. Mas gente, o que é isso?!, a crueldade encontrada em cada esquina é impressionante. Um repertório pra colocar vilão de novela das oito no chinelinho. Pessoas capazes de tudo! Foi o tempo em que os psicopatas eram feinhos, mal vestidos e as bruxas tinham verruga na ponta do nariz... Hoje, como convidados acima de qualquer suspeita, recebem credencial para entrar na nossa vida pela porta da frente, ganham espaço, confiança, respeito e até admiração e, por causa de um ódio velado ou um simples desafeto, no momento oportuno são capazes de usar inescrupulosamente nossos defeitos, vulnerabilidades e pontos fracos num ataque covarde e certeiro. São salteadores mascarados. Criaturas piores que aves de rapina, já que estes são peçonhentos: matam e destroem por um prazer macabro e doentio. E o que se ganha com isso, afinal? Qual a vantagem, se é que existe, em ser tão sujo? Sabe, eu sinto raiva! Depois pena... Me abstenho. Dou tempo ao tempo porque, no final das contas, a gente vê que os algozes na verdade foram as únicas vítimas do próprio açoite.


Boa noite, povo meu.
Apesar da indignação, comigo tudo bem.

Gracias.

11 de outubro de 2010

SeM PaLaVrAs...

...Apenas fotos


 Uma pereba no meu dedo...

 Linda (eu vi primeiro!)

 Ui!

 Endless love...

 Quase rolamos ladeira abaixo...

 Esssa foto foi a 15ª tentativa...

Havaianas: todo mundo tem.




Casado há um  mês! E essa amostra grátis é pra dizer o quanto estamos felizes e, como eu disse, sem palavras - apenas fotos.

Bom dia, minha gente!
:D

Continua... (quando eu estiver com paciência e uma conexão decente pra fazer isso)

8 de outubro de 2010

WeLcOmE!

Só pra constar. É, eu enjoei daquele outro nome... assim: não tinha nada pra fazer e, só porque eu quis, pontoenãosefalamaisnisso, todo o conteúdo do extinto blog souquemsoul foi migrado para:


O que, na verdade, é uma continuação do outro... a mesma pessoa com roupa diferente, entende? Essas coisas... de qualquer forma, continue me visitando. A casa é super sua e isso é o que importa no momento, que você venha e comente!

Bem, é isso
Boa noite!

10 de setembro de 2010

EnFiM, jUnToS!

É o que vou poder dizer amanhã, 11/9/2010. O dia em que eu me caso com a mulher da minha vida. Toda honra e louvor àquele que é a razão de tudo: Jesus! Nosso PAItrocinador.
À família, sem palavras que definam o quanto eu precisamos de vocês... pessoas impagáveis, mais que preciosas! Sem vocês, nada disso seria possível. Ah, se as palavras traduzissem...
Aos amigos e irmãos, meu sempre obrigado. Por todo carinho, dedicação e cada gesto que tem nos presenteado, só tenho a agradecer. Muito. É um prazer tê-los por perto.
A você, amor, só posso dizer que é hora de vivermos a realização de tudo que O Pai sonhou pra nós. É apenas o começo da nossa história.


Feliz! É assim que eu estou.
E o coração descompassado é só um detalhe...

Amém.
;)

...

If I ain't got you (Alicia Keys)


Some people live for the fortune
Some people live just for the fame
Some people live for the power
Some people live just to play the game
Some people think that the physical things
Define what's within
I've been there before but that life's a bore
So full of the superficial
Some people want it all
But I don't want nothing at all
If it ain't you, baby
If I ain't got you, baby
Some people want diamond rings
Some just want everything
But everything means nothing
If I ain't got you
Some people search for a fountain
That promises forever young
Some people need three dozen roses
And that's the only way to prove you love him
Hand me the world on a silver platter
And what good would it be?
With no one to share
With no one who truly cares for me


Se eu não tiver você

Algumas pessoas vivem para a fortuna
Algumas pessoas vivem apenas para a fama
Algumas pessoas vivem para o poder
Algumas pessoas vivem apenas para jogar o jogo
Algumas pessoas pensam que as coisas materiais
Definem o que elas são por dentro
Eu já me senti assim antes mas a vida era sem graça
Tão cheia de coisas superficiais
Algumas pessoas querem tudo
Mas eu não quero absolutamente nada
Se não for você, baby
Se eu não tiver você, baby
Algumas pessoas querem aneis de diamante
Algumas apenas querem tudo
Mas tudo significa nada
Se eu não tiver você
Algumas pessoas procuram por fontes
Promessas de eterna juventude
Algumas pessoas precisam de três dúzias de flores
E este é o único jeito para provarem seu amor por elas
Sirva-me o mundo em um prato de prata
E o quão bom isso seria?
Sem ninguém para compartilhar
Sem ninguém que realmente se importa comigo

É exatamente isso.

5 de setembro de 2010

ImPLaCáVeL!


Anoitece... amanhece... passam os dias e em todo o mundo são registrados 3 nascimentos por segundo, por minuto 178. Por hora, morrem cerca de 6.178 pessoas - 2 por suicídio -, o que seria 148.272 óbitos por dia, estima-se. Você deve estar se perguntando onde eu quero chegar. No óbvio. Esse mecanismo é antigo, tem a idade do planeta e, ainda assim suas engrenagens funcionam initerruptamente. Comemorando conquistas ou sofrendo danos e agravos, o mundo segue uma dinâmica incorrigível, onde, pelos motivos mais diversos, pode haver num mesmo lugar pessoas chorando ou sorrido: Morte e vida caminham juntas no tempo e espaço. A celebração e o luto como vizinhos que trocam seus endereços... são os peregrinos que batem à nossa porta. Sorrisos de contentamento ou lágrimas de dor disputam um mesmo semblante. Sentimentos antagônicos concorrem um mesmo coração. Uma lei universal quer perfaz o curso da existência. É imprevisível. Não há imunidade. Não se pode transferir, adiar, nem mesmo esconder-se do inevitável. Quer queiramos quer não, estamos num sorteio. Qualquer um pode ser o próximo contemplado, na verdade todos seremos. Fomos desde o início alistados no jogo em que o nosso comportamento é que determina a duração e, obviamente, os resultados de suas etapas. Cheio de fases das quais ninguém sai ileso, o jogo nos deixa marcas. Uma vez marcados, adquirimos valiosas experiências que serão a bússola a nortear o futuro. As regras são claras, nem sempre justas. Perdas e ganhos caminham lado a lado, portanto não há invictos, mas competidores cujos verdadeiros adversários moram dentro de si. Embora não haja podium ou troféu, em algum momento todos cruzaremos a linha de chegada - porque sim, ela existe. E tudo o que se pode levar até o fim são os fragmentos do passado em nós: Doces lembranças que fazem brilhar os olhos ou cicatrizes profundas, nada mais.


Pedro Rocha.