Essa é minha casa! E sua também.

Comente que eu fico contente

8 de abril de 2011

iNeXpLiCáVeL (...)

 
O mal existe. Ele não tem limites nem pudores. E a busca incessante por explicações que justifiquem toda crueldade manifesta mundo afora (e dentro da nossa casa) é fruto da nossa impotência e indignação diante dos fatos. Desesperados, nos apressamos para sentenciar como quem tem a justiça nas próprias mãos. Falamos o que vem à mente e cometemos erros estúpidos por conta da precipitação. Um psicopata não se cria nem se "explica" da noite para o dia. “Qual o motivo para tamanha barbárie? O que leva uma pessoa a esse extremo?” Perguntas como essas ecoam dentro de nós. "Vítima do famoso bullying", "religioso fanático", "monstro", "assassino", "frio e calculista" são predicados que não passam sequer perto do que, apropriadamente, possa definir a mente paranóica desse rapaz. Nós -- meros observadores curiosos, compradores de jornal -- não podemos nem devemos fazer justiça com as próprias mãos, e tudo que temos como ferramenta de desabafo é o furor das nossas hipóteses, que não levam a lugar nenhum. Uma coisa é certa: precisamos, antes de tudo, admitir que um “Wellingtom” não faz e nunca fará sentido. Esse... esse indivíduo que chocou o país não cabe nas nossas teorias. Sim, podemos dissecá-lo, revirá-lo de dentro para fora, e qualquer laudo pericial que apresentemos demonstrará mais do nosso próprio ódio travestido de psicologia forense, e menos de quem esse cara realmente possa ter sido ou sofrido antes de chegar a tal ponto...

Neste cenário absurdo, vemos crianças que tiveram suas vidas brutalmente interrompidas. Como estará o coração desses pais, irmãos e familiares? Os sobreviventes, alunos e professores, como superarão o trauma vivido? É muito triste...

Que Deus console essas famílias e nos proteja.

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