Essa é minha casa! E sua também.

Comente que eu fico contente

15 de abril de 2011

DiVeRsIdAdE & cOeXiStÊnCiA

  
O que para mim é óbvio, ridículo de tão coerente, para você talvez não faça o menor sentido. O motivo, quem sabe, pode ser a remota hipótese de que sejamos pessoas completamente diferentes e, por isso, só por isso temos pensamentos bem distintos acerca de tudo. Logo, não enxergamos as coisas da mesma maneira.

Detalhe: isso não nos torna inimigos.
Nem correligionários, claro.

No início é assim mesmo, parece complexo, difícil de aceitar, mas aos poucos a gente percebe que a coisa é tão simples quanto regra de três. Por maiores que sejam as similaridades, afinidades ou quaisquer interesses em comum, afirmo com todas as letras: nada, nenhuma paixonite aguda nesse mundo nos faria exatamente iguais a alguém. Ao contrário, são grandezas inversamente proporcionais: quanto menor a distância entre duas ou mais pessoas, maior a chance de encontrar incompatibilidades porque, em algum momento, as diferenças (tão necessárias) vêm à tona e o que existiu antes delas, na verdade não foi o que se pode chamar de vida real. É aquela velha história... “de perto ninguém é perfeito”, lembra? Além disso, eu já falei outro dia sobre o zoom... portanto, o episódio é este: se você não percebeu os “defeitos”, é porque não aproximou o suficiente. É meio básico. Vamos, não tem por que dificultar as coisas.

Partilhar os mesmos critérios e coincidir opiniões faz da convivência algo bom, porque gera proximidade, aceitação e confiança recíprocas, etc e tal. A vida em sociedade nos torna - ao mesmo tempo - agentes e pacientes, que invariavelmente causam e sofrem influência. Porém, enquanto indivíduos, apesar de toda mutualidade, nunca deixaremos de ser quem somos na essência. Parecidos? Talvez. Iguais? Nunca. As divergências são fruto do comportamento autêntico, da veracidade de quem defende o seu ponto de vista; nada tendo a ver com intransigência. Como seres inteligentes(?), temos de admitir que em toda e qualquer esfera de relacionamentos haverá discordâncias - e isso é lindo, cara. Afinal de contas, são as contrariedades que nutrem a convivência e trazem a verdade sobre quem nós somos e com quem lidamos; cabe a nós educação, MATURIDADE e respeito necessários para lidar com o outro em seus posicionamentos, sem que antes tenhamos de catequizá-lo. E quer saber o que eu acho? Tem muita gente por aí se gabando de semelhanças que, sinceramente, não passam de efêmeras superficialidades. Por falar em semelhanças, no dia que inventaram o óbvio afirmaram que éramos todos iguais, que tínhamos todos as mesmas convicções; sancionaram uma lei proibindo a diversidade de pensamentos e ideias. Desde então, fomos paulatinamente nos esquecendo da necessidade de traduzir nossos pensamentos, como se qualquer sinal de clareza fosse um pecado digno da mais severa punição. Acho que jamais devemos esperar que o outro diga o que estamos pensando, o contrário também não. Tão complicado quanto útil, e vice-versa. Se bem que a complexidade está nas nossas fórmulas, nos nossos métodos equivocados, e não nas situações propriamente. Ou seja, a gente cria os problemas.

Partindo da premissa que somos todos diferentes -- o que não deveria ser nenhuma anormalidade -- é fácil entender que nossas obviedades pertencem única e exclusivamente a nós, a mais ninguém. Por isso, agir naturalmente, sobretudo com sinceridade, externando os pensamentos com transparência, sem todo aquele rodeio desnecessário ou meias palavras, libertos do comportamento estereotipado é o que a vida nos sugere. Olha, eu tento. Juro. Agora, se os outros deturpam, concordam ou ao menos entendem... ah, isso é uma outra história que - me desculpe! - não depende de mim.

Calma. Não se assuste, tem coisas que passam pela minha cabeça e eu não faço ideia de como vêm parar aqui. De qualquer forma, eu não estou de mal com você. Aliás, eu nem devo ser levado tão a sério.

É isso.
Boa noite.
:P

Um comentário:

Flávia Melissa disse...

Ah, menino Pedro, como concordo com tudo em gênero, número e grau!! A constatação das diferenças é sinal de maturidade e segurança, negar que elas existam é negar o obvio e o que é pior, não faz com que elas desaparecam. A questão é que existem aquelas que somam e as que agridem, machucam. Eu ando fazendo as minhas escolhas... E vc?
Posso não comentar sempre, mas to super por aqui!
Beijobeijo :)