Essa é minha casa! E sua também.

Comente que eu fico contente

4 de fevereiro de 2011

De QuEm É a CuLpA???

É engraçado, mas nem tanto, como não percebemos que algumas situações só são “resolvidas” de um modo bem rudimentar, que é achando o culpado - como brincadeira de criança, sabe? A coisa virou moda, e lá vai o bode expiatório atravessando gerações, mas... e quando a culpa não é de ninguém, ou melhor, de todo mundo? Calma, tem explicação. A capacidade do cérebro humano é incrível, e mesmo sem a consciência imediata já nascemos sabendo várias coisas que só se manifestam através da convivência. Uma delas é tão instintiva quanto o desejo sexual: a nobre mania de culpar o outro, o que você pode até chamar de autodefesa. Bom, eu acho do fundo do meu sincero coração que a gente nasce irresponsável, mas com grandes chances de adquirir responsabilidade. Ou não. Olha como é fácil:
Ninguém assume voluntariamente a paternidade do filho feio, e sabe o porquê? A síndrome do “não fui eu” se perpetua com facilidade até os dias de hoje e a história começou há muitos e muitos anos, num belo dia ensolarado à sombra duma árvore frondosa... ah, o cenário perfeito! Havia um casal, um imenso jardim à disposição, UMA árvore proibida e uma cobra. Depois de muito não ter o que fazer - há controvérsias - a mulher foi passear... Durante o passeio no meio do jardim, lá pelas bandas da árvore proibida ela conheceu uma cobra, aquela. As duas conversaram: “...mas que mal poderia me fazer uma cobrinha tão inteligente? a árvore é sedutora, o fruto é belíssimo, não é possível que... não, não pode ser... acho que vou experimentar.” Logo depois do papo, convicta de ter feito um ótimo negócio - leia-se, um fruto que é igual a conhecimento do bem e do mal -, me aparece a mulher comendo uma maçã, uva, morango (eu continuo achando que era uma jaca), não importa; era o fruto proibido! O fato é que ela comeu e ofereceu pro homem que, óbvio, comeu também. Quando inquirido, ele implicitamente culpou o Dono do jardim e a mulher dada por Ele. Ela, por sua vez, culpou a simpática cobra boa lábia e... nunca mais parou. O olho maior que a barriga foi tão grave quanto o jogo de empurra que veio depois. Moral da história: Nem jardim nem árvore, ficaram todos a pé. Em caso de dúvidas consulte a Bíblia no Livro do Gênesis, a partir do capítulo 2. Ou, se preferir, pode me queimar na fogueira da santa inquisição.

Aos filhos de Adão, um bom fim de semana.

3 comentários:

Adilma Aguiar disse...

Sou redatora de um jornal, e estou tentando entender de onde vem, toda essa inteligência e criatividade,que este blog posso proporcionar a todos o prazer da leitura moderna e dinamica que me proporcionou. Parabéns!Participe do meu, chama-se : A interação ao seu alcance. Um abraço, fique com Deus!
Parabéns pelo trabalhoo...

Pedro Rocha disse...

Adilma,

Pode chegar... tem de tudo, um pouco. Só não leve o meu lazer tão a sério.

Obrigado pela visita.

Márcia Knauer disse...

Muito bom!Continue sempre, não desista!!!