Essa é minha casa! E sua também.

Comente que eu fico contente

20 de janeiro de 2011

DiA aPóS DiA...

  
Antes de qualquer coisa devo dizer que não sou a vítima. Também não sou o algoz. Nem anjo nem demônio... não sou covarde, tampouco o grande herói - muito menos inocente diante dos fatos. Há situações que me afrontam, outras apenas incomodam; são ambas passageiras... e, entre afrontas e incômodos só me faz mal o que eu mesmo permito quando baixo a guarda e me mostro vulnerável. Em suma, viver é aprender o tempo todo, porque, de uma maneira ou de outra a vida sempre tem a ensinar. Observo, analiso, sempre que possível mantenho a calma e percebo o quanto é simples, que na verdade é tudo tão básico: é preciso menos teorias e mais atitudes, um compromisso incondicional com o bem, dar e receber entendendo que tudo o que faço volta pra mim - talvez não da maneira que eu penso ou queira, mas volta. No fundo acho que serenidade é isso: é, apesar de tudo, ter a consciência de que a vida não se preocupará em seguir minhas equações, cartilhas ou filosofias. Acho que se resume em saber que mesmo conseguindo praticar o bem sem olhar a quem, ou ainda que eu possa carregar dentro do peito todo o altruísmo do mundo, em algum momento serei caluniado, sofrerei injúrias e agravos. Mesmo movido pelas melhores intenções estarei propenso a grandes erros. E ainda que certo eu esteja, precisarei calar... esperar que o tempo fale por mim e diga apenas e tão somente o necessário. Mesmo prudentemente posso perder o chão e me acidentar em curvas inesperadas, pois o caminho é repleto delas. Gostaria de não ter pressa, tanta euforia, tanta ansiedade pelo que não aconteceu. Não quero superpoderes; nada além do que me cabe. Prezo os meus valores e estimo a liberdade, portanto o que é oriundo de conchavos não me faz a menor falta. Eu não nasci para ser refém. Não desejo um crescimento irresponsável sem alicerces, que me faça ruir antes mesmo de começar. Eu quero é manter meu sono tranquilo, ter paz ao acordar e agradecer pela vida que eu tenho, pela vida que eu construí. Se fracassar, que seja com a dignidade de quem tentou. Quero humildade pra lidar com o sucesso, aprender a sufocar as extravagâncias (porque, sim, elas existem), dominar as vaidades que não me deixam olhar além do umbigo e permitir que a experiência me aprofunde as raízes... é o que eu anseio pro agora e pro depois, para ser forte, maduro e indubitavelmente mais humano. Esse é o meu pedido, a minha oração.

Que assim seja.
Boa noite.

4 comentários:

Flavia Melissa disse...

... e assim será!

sua luz ta brilhando tanto que chegou aqui.

Prof Rold. disse...

Fala garoto, mesmo sendo o mais novo, suas idéias são maduras. Parabéns!

Pedro Rocha disse...

Galera, eu só estou deixando a alma falar, só isso. Vocês são demais! Obrigado. Deus abençoe vocês.

;)

Márcia Knauer disse...

Sua alma é linda. Continue nos presenteando com tanta singularidade!