Essa é minha casa! E sua também.

Comente que eu fico contente

1 de dezembro de 2010

PaLaVrAs, ApEnAs PaLaVrAs


Tento nem sempre consigo, desejo nem sempre realizo; coisas da vida. Mesmo que, por vezes, eu esteja cercado de metas não alcançadas, de uma coisa eu tenho certeza: que as velhas questões sempre vão para o sótão empoeirado onde eu guardo minhas pendências sem importância, e dão lugar às novas expectativas e ideais; porque essas, sim, me motivam. De onde estou posso ver o quanto já me distanciei de onde saí, mas também o quanto ainda falta pra chegar lá. A propósito, lá é onde eu quero e preciso estar. Mas aqui estou com meus pensamentos especulando qual exatamente seria a distância já percorrida desde aquele início... Não sei a resposta, mas prossigo. E muitos, como se soubessem aonde iam, apressados passaram por mim e desapareceram no horizonte... e, com um pedido de carona no olhar, outros à beira da estrada permaneceram. Mantenho o rumo. A cada passo eu me coloco entre o não desbravado e o que já passou há tempo. Durante a caminhada, por um breve instante fecho os olhos, me concentro, encho de ar os pulmões e experimento a dubiedade daquela velha sensação: agradeço por ter avançado, lamentando não ter chegado. Estranhamente, os sentimentos se fundem dando origem aos meus dilemas. Acredito que a plenitude existe, mas não pra quem sonha - quem sabe o contentamento... estar completo, saciado, é, no mínimo, difícil pra quem quer e pode ir além. Então é isso. A ordem é manter o foco, continuar a despeito da distância e encontrar no caminho a verdadeira recompensa, pois a chegada é a grande incerteza que nos consome: é o futuro que não nos pertence e que não está ao alcance das mãos.

E eu ando assim, meio barro meio tijolo... mas caminhando pra tijolo, lógico!

Buenas.

3 comentários:

Flavia Melissa disse...

vim preparada prá encontrar chororô digno de quem disse isso aqui estar depre... e o que encntro é pura poesia.

pedro, vc está crescendo. isso é nitido e é lindo! não existe lagarta que não sofra no processo de virar borboleta (que papo mais cor de rosa, credo!)... mas os processos de metamorfose são assim mesmo, carregados de lutos...


fico contente que esteja neste momento e que as coisas estejam acontecendo do jeito certo: nem ca, nem lá, é a vontade de chegar que nos faz caminhar!

amor
fla.

Rodrigo Ferreira disse...

Fala Pedrinho! O mestrado me afastou um pouco dos blogs da vida... rs. Gostei bastante do texto. No fundo é isso aí, estamos sempre no durante, sempre saídos de algum lugar e na expectativa de chegar em outro. O importante é o DURANTE. Se deixamos as mágoas do passado ou as ansiedades do futuro nos fazerem companhia, perdemos a única coisa que realmente importa: o nosso presente. E que Deus abençoe o seu presente!

Abraço!

Pedro Rocha disse...

Flávia,
E põe cor de rosa nisso! hahahahaha!

Ferreira,
Não me leve tão a sério, isso não passa de um dramalhão de que não tem muito juízo.

P.