Essa é minha casa! E sua também.

Comente que eu fico contente

21 de outubro de 2010

TeMpO aO tEmPo...


A convivência é algo incrível! Através dela conquistei o que tenho de mais valioso porque completa o sentido da minha existência. Mas, de modo geral, já me trouxe problemas. Muitos, pra ser sincero. Os maiores foram necessariamente por causa de pessoas que não souberam usá-la ou achavam que sabiam. Ainda assim a gente amadurece, fica esperto, aprende que “o que não mata, fortalece” e blábláblá... Estamos carecas de saber que o propulsor que nos aproxima uns dos outros e nos torna “seres sociais” - mas nunca tão sociáveis, claro - é isso que chamamos de convivência; é onde aprendemos as referências comportamentais, adquirimos e também transferimos a nossa bagagem intelectual, enfim. Essa é a dinâmica que eu acho incrível, e tudo isso seria bonitinho não fossem alguns acidentes de percurso. Nunca houve um tempo em que o falso moralismo na cabeça dos “certinhos” tenha causado tantos danos quanto agora. Ta assim de gente por aí pregando meias-verdades nas quais nem os próprios acreditam. Nunca foi preciso tanto cuidado para lidar com o “Homo sapiens” quanto hoje. Aos incautos, o Ministério da Saúde adverte: é mais seguro nadar com tubarões brancos famintos...

A dificuldade de encontrar amigos é quase a mesma de encontrar a tal agulha no palheiro, lembra? E quando digo amigos, não me refiro a essa coisa disforme e interesseira que hoje chamam de amizade porque, aliás, eu ainda acredito que essa palavra guarda um significado muito nobre e, portanto, não pode ser atribuída a qualquer tipo de relacionamento sem profundidade; profundidade: outra palavra que no meu dicionário tem um significado muito peculiar e não se aplica ao que eu tenho visto. É fato que talvez você não concorde porque... bom, esquece. De qualquer forma, posso garantir que você assim como eu, em algum momento dessa vida tenha sido vítima da convivência; a não ser que você seja um daqueles náufragos que tenha ido parar numa ilha deserta e more sozinho, eternamente lost no lugar mais remoto desse imenso planeta. Não sou a perfeição em carne e osso (atualmente, mais carne do que osso) e, claro, não poucas vezes fui eu o agente. E talvez você já o tenha sido também porque, convenhamos, ferir pessoas - principalmente as melindrosas - não é nada tão impossível quanto desapontar seu cachorro, eu sei. Mas gente, o que é isso?!, a crueldade encontrada em cada esquina é impressionante. Um repertório pra colocar vilão de novela das oito no chinelinho. Pessoas capazes de tudo! Foi o tempo em que os psicopatas eram feinhos, mal vestidos e as bruxas tinham verruga na ponta do nariz... Hoje, como convidados acima de qualquer suspeita, recebem credencial para entrar na nossa vida pela porta da frente, ganham espaço, confiança, respeito e até admiração e, por causa de um ódio velado ou um simples desafeto, no momento oportuno são capazes de usar inescrupulosamente nossos defeitos, vulnerabilidades e pontos fracos num ataque covarde e certeiro. São salteadores mascarados. Criaturas piores que aves de rapina, já que estes são peçonhentos: matam e destroem por um prazer macabro e doentio. E o que se ganha com isso, afinal? Qual a vantagem, se é que existe, em ser tão sujo? Sabe, eu sinto raiva! Depois pena... Me abstenho. Dou tempo ao tempo porque, no final das contas, a gente vê que os algozes na verdade foram as únicas vítimas do próprio açoite.


Boa noite, povo meu.
Apesar da indignação, comigo tudo bem.

Gracias.

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