Essa é minha casa! E sua também.

Comente que eu fico contente

5 de setembro de 2010

ImPLaCáVeL!


Anoitece... amanhece... passam os dias e em todo o mundo são registrados 3 nascimentos por segundo, por minuto 178. Por hora, morrem cerca de 6.178 pessoas - 2 por suicídio -, o que seria 148.272 óbitos por dia, estima-se. Você deve estar se perguntando onde eu quero chegar. No óbvio. Esse mecanismo é antigo, tem a idade do planeta e, ainda assim suas engrenagens funcionam initerruptamente. Comemorando conquistas ou sofrendo danos e agravos, o mundo segue uma dinâmica incorrigível, onde, pelos motivos mais diversos, pode haver num mesmo lugar pessoas chorando ou sorrido: Morte e vida caminham juntas no tempo e espaço. A celebração e o luto como vizinhos que trocam seus endereços... são os peregrinos que batem à nossa porta. Sorrisos de contentamento ou lágrimas de dor disputam um mesmo semblante. Sentimentos antagônicos concorrem um mesmo coração. Uma lei universal quer perfaz o curso da existência. É imprevisível. Não há imunidade. Não se pode transferir, adiar, nem mesmo esconder-se do inevitável. Quer queiramos quer não, estamos num sorteio. Qualquer um pode ser o próximo contemplado, na verdade todos seremos. Fomos desde o início alistados no jogo em que o nosso comportamento é que determina a duração e, obviamente, os resultados de suas etapas. Cheio de fases das quais ninguém sai ileso, o jogo nos deixa marcas. Uma vez marcados, adquirimos valiosas experiências que serão a bússola a nortear o futuro. As regras são claras, nem sempre justas. Perdas e ganhos caminham lado a lado, portanto não há invictos, mas competidores cujos verdadeiros adversários moram dentro de si. Embora não haja podium ou troféu, em algum momento todos cruzaremos a linha de chegada - porque sim, ela existe. E tudo o que se pode levar até o fim são os fragmentos do passado em nós: Doces lembranças que fazem brilhar os olhos ou cicatrizes profundas, nada mais.


Pedro Rocha.

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